Números pelo Vasco
- Jogos totais: 122
- Gols totais: 79
- Gols de falta: –
- Gols de pênalti: –
- Gols de cabeça: –
- Assistências totais: 44
Carreira do Ídolo
Isaías começou a carreira profissional em 1940, aos 18 anos, e logo em seu primeiro ano marcou 21 gols em 22 jogos pelo Madureira, o que rendeu a ele as primeiras aparições na Seleção Carioca. Em 1941, Isaías foi ainda mais avassalador, marcando 23 gols só no Campeonato Carioca. Foram 35 gols em 32 jogos no seu 2o ano como profissional. No ano seguinte, aos 20 anos, Isaías seguiu sua evolução, marcando impressionantes 27 gols em 25 jogos no Campeonato Carioca.
Quando o Vasco contratou Isaías, junto de seus companheiros Lelé e Jair, ele já atingia a marca de 93 gols na carreira em apenas 89 jogos. Nem mesmo os 4 grandes do Rio conseguiram conter seus gols, já que Isaías marcou nada menos que 29 gols contra eles. No Vasco, encontrou um clube que tentava sair da crise com uma grande reformulação, e ajudou a formar a melhor equipe de todos os tempos. Foi companheiro de ataque de outros artilheiros e se tornou um grande passador, o mais eficiente do Expresso da Vitória, mostrando cada vez mais que era um jogador completo.
Isaías foi parte essencial dos primeiros trilhos de glória do Expresso. Marcou gol na partida do título carioca de 45 e fez os 2 gols contra o Flamengo na partida que garantiu a invencibilidade do esquadrão no mesmo campeonato. Além disso se tornou um dos grandes artilheiros do Clássico dos Milhões, sendo até hoje um dos 10 maiores artilheiros do Vasco no confronto, com 8 gols.
Os números totais da carreira de Isaías são 215 jogos, 175 gols e 64 assistências. Ele fez estes números em menos de 7 anos como profissional.
No início da temporada de 1947, Isaías foi diagnosticado com tuberculose e teria que se afastar novamente por um tempo dos gramados para fazer o tratamento. Alguns veículos informavam que ele ficaria a temporada toda fora. Era um duro golpe para os planos do Vasco.
Em março, os jornais noticiavam que Isaías havia fugido da internação desesperado para visitar sua esposa, que também tinha tuberculose. O esforço foi muito grande, o que agravou o quadro do craque.
Isaías era um grande apaixonado. Foi assim com sua esposa e foi assim também com o futebol. Como ele disse certa vez… “jogo por profissão, mas ainda acho que sou o fã número 1 do futebol. Sempre que posso procuro me divertir com a pelota.” (Isaías para o Diário da Noite em 1942). De fato, Isaías se divertia muito com a bola no pé! Ele inclusive foi o primeiro jogador, que se tem registro, a fazer um “gol de letra” no futebol profissional. Foi numa partida contra o Fluminense, quando ainda jogava no Madureira. Segundo os próprios jornais da época a letra só era vista em algumas
“peladas”, mas Isaías decidiu trazer a diversão para o maior cenário do futebol brasileiro. Isaías consagrou a “letra” e a “letra” consagrou Isaías, chamando a atenção do Vasco.
Um dia antes do Domingo da Paixão, dia 5 de Abril de 1947, a paixão levou Isaías deste mundo. O craque deixou um vácuo no coração dos vascaínos e de todos os brasileiros. Deixou um vácuo no futebol. Nós vascaínos costumamos dizer que o Vasco é a caneta que escreve a história. Podemos dizer então que, em 4 vitoriosos anos, o Vasco escreveu com a letra de Isaías. Ou melhor, em 5 vitoriosos anos. Já que sua letra voltaria meio século depois, nos pés de seu bisneto – Léo Lima – e daria ao Vasco mais um título carioca.
Sete décadas se passaram e nós vascaínos não esquecemos o sorriso bom de Isaías. E nunca esqueceremos.